Pular para o conteúdo principal

Postagens

MAIS UMA VEZ É 22 DE ABRIL - DIA DE REDESCOBRIR O BRASIL

  Mais uma vez é 22 de abril - dia de redescobrir o Brasil.   Foi pela água para beber – água é citada 23 vezes na famosa carta, “porto de aguada” diriam os cronistas-navegadores que há cinquenta anos antes de Caminha já descreviam rotas, correntezas, descrição de animais, de gente, das medidas náuticas.   Constataram que a correnteza mais veloz descia pela Costa de Vera Cruz para a viagem à Índia ser mais rápida e se antecipavam ao litoral brasileiro uma faixa ao Tratado de Tordesilhas de 1494, cuja linha imaginária, dentre tantas aferições a partir do arquipélago dos Açores, umas mais para lá e outras mais para cá, passaria pela futura Santa Maria de Belém do Grão Pará e Laguna em Santa Catarina.   Era o suficiente.   Ficaram provavelmente nove dias.   Tiveram sorte: uma nau das maiores levava duas horas para navegar com o vento. Eram muito vulneráveis a ataques.   A palavra "sertão" já era usada pelos cronistas, em seus relat...

A HISTÓRIA DA ARLMS JAMES ANDERSON 101

  HISTÓRIA DA JAMES ANDERSON 101   A nossa loja James Anderson 101 foi fundada em 14 de março de 2020, em sessão regular na Grande Loja Maçônica do Estado do Pará, ainda na Av. Tamandaré, no bairro da Campina, com a presença do SGM da época, Edilson Araújo dos Santos. O nosso primeiro Venerável Mestre foi o irmão Kenny Auad.   Na sequência, tivemos o veneralato do querido irmão Rodrigo Aleixo, em 2022, que expandiu o número de irmãos e reforçou a dignidade do Ritual de Emulação e abriu caminho para o também excelente trabalho do nosso irmão Levy dos Anjos Leal que conduziu por dois anos seguidos, em 2023 e 2024, quando estabeleceu o Livro de Emulação da GLEPA – honroso feito histórico; incentivou deveras o estudo da Emulação, e, implementou também a ação de caridade independente, transformada, depois,  em ação de caridade maçônica, movimento este retomado  em 2025. É importante destacar que a loja James Anderson 101 ajudou também na fundação das Ordens I...

UMA JOVEM E AGUERRIDA ACADEMIA

  A ACADEMIA MAÇÔNICA DE LETRAS DO ESTADO DO PARÁ COMPLETA DEZ ANOS A AMALEP - ACADEMIA MAÇÔNICA DE LETRAS DO ESTADO DO PARA - foi fundada no dia 20 de agosto de 2015.  Surgiu por meio dos Mestres Maçons: Claudio Jorge Bentes de Castro, Manoel Augusto Marques Lima, Matias Ferreira do Nascimento, José Nazareno Nogueira Lima, depois somada com os ilustres irmãos, Octávio Pessôa e Ubirajara Lima. Estes foram os pioneiros, respectivamente, da primeira diretoria empossada no ano de 2015, em cerimônia no Palácio da GLEPA, na Avenida Almirante Tamandaré, nos cargos respectivos de Presidente, Vice-Presidente, Diretor Secretario, Diretor Jurídico, Diretor de Imagem e Tesoureiro. Foi mérito da primeira diretoria empossar novos acadêmicos e as tratativas do CNPJ da Academia, documentação que como todos sabem é demorada e que se concretizou em 2024, com a segunda gestão.  A primeira diretoria também conseguiu a aprovação da AMALEP como Instituição de Utilidade Pública conforme Lei Mu...

OS OLHOS E O RIO

 

168 ANOS DE TOLERÂNCIA: O LEGADO DA HARMONIA N°8

Uma das lojas maçônicas mais antigas do Pará completou na última sexta-feira dia 28 de março de 2025 cento e sessenta e oito anos de existência. Com base em sua conta no Instagram, a nobre loja Harmonia n° 8 têm em sua origem de duas lojas lusitanas homônimas e em seu currículo a presença de renomadas figuras históricas do Estado do Pará como o Padre Eutíquio, o visconde Souza Franco e o Dr. Gama Malcher e por que não dizer tantos outros irmãos que fizeram e fazem da maçonaria o atributo divino de fraternidade, força e caridade. Uma curiosidade conhecida praticamente a todos os maçons paraenses, e bastante divulgada pelo historiador e maçonólogo Elson Monteiro, é a história de que o Padre Eutíquio teria sido enviado à Maçonaria como espião pela Igreja!  Só que o efeito foi justamente o contrário: o padre que hoje é nome da rua que atravessa toda a cidade de Belém do Pará, a Travessa Padre Eutíquio, gostou tanto da Maçonaria que nunca mais deixou a Ordem. Foi um verdadeiro exemplo e...

EMULAÇÃO: ARTE DE DESAFIAR

 Lancei um acróstico, um poema com as iniciais de um homenageado, no caso a bela e exemplar loja maçônica Cavaleiros da Luz, aqui de Belém do Pará, a que se reúne às sextas-feiras no belo Palácio Maçônico da Grande Loja Maçônica do Estado do Pará, a GLEPA. E recebi a resposta com outro acróstico, desta vez o homenajeado foi a nossa loja James Anderos 101. Emular é um ato de gênese, de criação a partir de um "Êmulo" - ou seja - um modelo de inspiração moral, estético, ético, religioso, filosófico e por que não poético também. Emular é estimular a criatividade, a novidade para encontrar o que já existe e estava encoberto. Emular é respeitar a tradição de fomentar a amizade entre as lojas e crescer na proporção do entusiasmo - palavra "cheio de Deus". Emular é descobrir a divindade que existe na imagem e semelhança humana do irmão com o Arquiteto-Criador e sentir a mesma vibração do G de gênese, gnose, gerar, gestar o gesto divino e humano de amar. Benilton L Cruz

FRANSSINETE FLORENZANO TOMA POSSE HOJE NA ACADEMIA PARAENSE DE LETRAS

A QUALIDADE ÚNICA (E PLURAL) DE FRANSSINETE FLORENZANO Nossa justa e perfeita homenagem de hoje vai para a jornalista, advogada, poeta, cronista, grande comunicóloga, Franssinete Florenzano, que toma posse hoje à cadeira de número 29 da Academia Paraense de Letras, a terceira mais antiga do Brasil. A cadeira 29 tem como patrono Múcio Javrot, cujo último ocupante foi Miranda Neto, e o quem tem em comum Franssinete Florenzano com o primeiro ocupante da cadeira? Muita coisa! A versatilidade com a palavra é uma delas e o amor ao jornalismo é outra. E o fato de ambos terem em comum a vivência entre duas cidades: Múcio Javrot, entre Macapá e Belém, e Franssinete Florenzano, por sua vez, entre Belém e Santarém. Múcio Javrot era pseudônimo de  Joaquim Francisco e Mendonça Junior, nascido em Macapá e que se mudou para Belém, atuando como jornalista, poeta e político. Foi um dos fundadores da Academia Paraense de Letras, e o primeiro ocupante da Cadeira número 29. Sua poesia teve forte influ...

PARA TE DESPERTAR MAIS CEDO

 

UMA DAS RAZÕES DA PALAVRA

  Legebilidade é a habilidade de ler. Leiam o que diz a árvore. Leiam o que diz o ar, a linguagem, a palavra. #poesia   #poetry   #gedicht   #poesie   #beniltoncruz

PROMETEU

 

BELÉM 409 ANOS

 Belém 409 anos, 409 ângulos de cidade e História: "cidade morena", "cidade das mangueiras", a minha "Lisboa Equatorial", nos versos inesquecíveis de Manuel Bandeira: "Bembelelém! Viva Belém! Nortista gostosa Eu te quero bem...",  única cidade no mundo com três Lemas:  1º: Vereat aeternum tutius latent ("Eterna Primavera/Escondida é mais segura");  2°: Rectionr cum retrogradus ("É mais reta se olharmos o passado");  3°: Nequaquam minima est ("De modo algum és a menor"),  e suas sete cidades-irmãs,  com fortes laços de cooperação: Campinas, Manaus, Goiânia, Aveiro (Portugal), Fort de France (França), Nanyang (China) e Belém, na Palestina.

O POETA É UM IMPOSTOR

 

10 DE DEZEMBRO, VISITA DA AMALEP À ARLMS RENASCENÇA Nº 03

    Como posso começar uma saudação a uma loja maçônica que tem valorosos irmãos em comum com Academia Maçônica de Letras do Estado do Pará – AMALEP senão com agradecimento?   Agradecer primeiro à Renascença que faz História à duplicidade de Maçonaria e Literatura nesta noite, “emprestando” à nossa Academia Maçônica de Letras do Estado do Pará, os seguintes irmãos: Ricardo Albuquerque, nosso presidente, da cadeira nº 26, patrono Dom Pedro I; Leonam Gondim da Cruz Júnior, da cadeira nº 30, de Tiradentes; Cristiano Oliveira da Silva, na cadeira 39, do Barão do Rio Branco; Moysés Maurício Hamoy Júnior, da cadeira Nº 25, patrono: Gonçalves Ledo; e Marcelo Holanda, da cadeira n º 31, de Justo Chermont.   São irmãos que têm em comum com as letras & o espírito das letras o valoroso desafio da liberdade, pois sem ela, não estaríamos aqui reunidos – afinal até o Grande Arquiteto é revolucionário ao libertar seu povo e conduzi-lo à Terra Prometida – Deus sabe...

SÉTIMA SESSÃO DE POSSE JUSTA & PERFEITA

Sete é o número da notória e antiga perfeição, sete são os dias, as cores, os chakras, as notas musicais, o número da vida eterna para Osíris, os anos da fartura, e dentre outras simbologias, os mergulhos da cura de Naamã no sagrado rio Jordão: que reza ser a humildade, a obediência, a contribuição, a perseverança, a fé, o entusiasmo, e a vitória. E é com mais uma distinta vitória que a Academia Maçônica de Letras do Estado do Pará – AMALEP – realizou a sua sétima sessão de posse de novos membros efetivos nesta última sexta-feira, 06 de dezembro de 2024, na sede da Academia Paraense de Letras. São os mais novos imortais das letras maçônicas: Airton Oliveira Façanha Júnior, na cadeira 40, do patrono, o irreverente e genial Voltaire; Claudio José Guilhon da Silva, na cadeira 27, patronímica do ilustre construtor da Paris na América, o intendente de Belém, Antônio Lemos, cujo último ocupante foi o saudoso José Wilson Malheiros da Fonseca; Cristiano Oliveira da Silva, cadeira 39, do diplom...

A ESTRANHA RAIVA DE ESCREVER

  A Estranha Raiva de Escrever é um texto que explica o embate entre a satisfação e o incômodo do ato de compor palavras sobre uma pauta que não é musical e na maioria das vezes nada melódico. Compor é um ato solitário entre tu mesmo e o teu próprio espírito. Falo a uma segunda pessoa porque é o destino da poesia lírica. E quando entra outra pessoa na tua vida, tu te tornas estranho a ti mesmo e para ela . A mesma coisa acontece com a poesia. Ela não é o teu eu, e sim um canal, um caminho, uma sonda de ti mesmo. Viver a dois é duplicar o que há em cada um.  E aqui que entra a minha raiva. E escrever é uma forma de apagar. Quem escreve é a borracha, e mais digitalmente falando, e o cursor, revendo e refazendo o ziguezaguear da linha. Escrever é para o espírito, para a ideia, para o pensamento, para o corpo, para a leitura das coisas e inclusive de livros. #arte #poesia #artista #poeta #segredosdaspalavras #filosofiadaarte

ÀQUELES QUE SAÍRAM PARA VELEJAR

 Para todos aqueles que saíram para velejar Já que saí para velejar, o que escrevo são coisas encontradas depois da procela. Juntar os cacos, reparar a quilha, reabrir as escotilhas, içar velas e apostar na ventania. Já que saí para velejar, há tantas estrelas quanto há de mar. O céu se abriu sobre um caminho de águas. Tenho mil braços e seiscentos remos, sobram-me quatrocentos. O tempo vem do futuro; o passado de nada serve. Navegar é preciso porque viver é mais do que a vida.  Boa Sorte é a nome da minha nau. Para o mar-viajante não existe nenhum porto e o comando é a ordem em uma palavra.  A alma não é pacífica; o sonho é atlântico. Adiante que não corro atrás do vento, mas em sua frente. (No meio do teu coração há um rio - Benilton Cruz)

ALGUMAS DEFINIÇÕES DE POETA

Aedo (aédo):  podia ser um poeta ou um declamador ambulante, e em muitas vezes um poeta-cantor na Grécia Antiga que, segundo Jaa Torrano, tinha “na palavra cantada o poder de ultrapassar e superar todos os bloqueios e distâncias espaciais e temporais, um poder que só lhe é conferido pela Memória (Mnemosyne) através das palavras cantadas (musas). Fecundada por Zeus Pai, que no panteão hesiódico encarna a Justiça e Sabedoria supremas, a Memória gera e dá à luz as Palavras Cantadas, que na língua de Hesíodo se diz Musas. O canto (as Musas) é nascido da Memória e do mais alto exercício do Poder (num sentido político inclusive) - o poeta-aedo, assim, é o guardião da memória .  O aedo, para Hesíodo, se põe ao lado e por vezes acima dos basileis (reis) nobres locais que detinham o poder de conservar e interpretar as fórmulas pré-jurídicas e não escritas e adminsitrar a justiça entre querelantes e que encarnavam a autoridade mais alta entre os homens”. Vates (ou Vate): era o poeta- po...