Sim, a IA é um novo espírito. Ela quer tomar o lugar da criação. É o Demiurgo da Nova Ordem, aparentemente oculta sob o véu de Inteligência. Além de ser a pirataria consentida, a IA nunca revela seu rosto, só mostra o quanto ela é apática, homogênea, estéril, pseudo-clássica, às vezes cafona, e injustiçada. Pelo menos - e menos mal - ela se inspira em uma espécie de decadentismo estético marcado pela melancolia de quem leu o mundo e descobriu que o ser humano tem uma marca deixada por uma estranha queda ou condenação a ser o que nunca foi porque o completa onde há uma outra parte que precisa também de um complemento. Evoluimos tanto para negarmos a criação maior do nosso tempo: a Inteligência Artificial. Defendo a IA porque ela tem sempre uma parte que falta: falta isso, falta aquilo... dizem os especialistas na parte que eles acham que falta à IA. Ela é tão humana quanto artificial. Quantas vezes, a IA ajudou aqueles que que só tinham um propósito, nem sequer uma ideia. Com...