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"MORRE JOVEM O QUE OS DEUSES AMAM"

 "MORRE JOVEM O QUE OS DEUSES AMAM" A morte prematura do poeta Mário de Sá-Carneiro inspirou Fernando Pessoa a escrever um dos mais belos texto sobre a sensação de perder um ente querido em plena juventude. Meu irmão caçula, o mais belo e o mais frágil, de nossos irmãos também nos deixou em plena juventude.  Todo segundo dia de cada mês o coração não deixa esquecer seus olhos de um céu sereno (como se ele apenas estivesse viajando e ainda fosse possível retornar para casa).  Todo segundo dia de cada mês recordamos que ele está muito presente: seja na fila da padaria, seja na rua, quando nos deparamos com alguém muito parecido com ele, seja em nossa recordação do dia a dia.  Meu pequeno irmão, nunca esqueceremos de você. Como eu gostaria de lhe dizer pessoalmente: volte logo dessa viagem e me dê um abraço. Como eu gostaria de terminar aquela partida de xadrez, aquela que você levava pequena (e crucial) vantagem. Como eu gostaria de lhe recitar, pessoalmente, aquele po...
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DE ONDE VEM O PENSAMENTO?

É a pergunta que pretendo responder. Vamos começar com a ordem de criação de algo fundamental ao pensamento: o desenho do som inteligível e ordenado, as letras, essas mesmas que unidas formam sílabas e palavras. E se considero a ordem histórica dos alfabetos criados pelos grandes decifradores: Thot ou Hermes Trimesgistos, Enoque, Cadmos e Palamedes tenho a resposta na devida sequência: contemplação do universo, a sabedoria dos mistérios, as letras divinas, a comunicação entre os povos e a estratégia e a razão. No fundo, cada decifrador se preocupou com a essência espiritual de seu povo. Observem Thot ou Hermes Três vezes Mestre, ocupado em entender o lugar do homem no cosmo; atinem a Enoque, aquele que andou com Deus, não morreu e foi arrebatado, e se ateve à sabedoria dos mistérios gravadas nas letras divinas do hebraico; pensem em Cadmos, comerciante e navegador, preocupado com uma linguagem universal entre os povos; - e, por fim, Palamedes, arauto do Logos racional, estratégico e ci...

30 ANOS

 

ERA UM VISIONÁRIO

Ele fez uma boneca falar, um sabugo de milho um sábio, um par de crianças aventureiras e sempre curiosas e fez de uma senhora, uma dona Benta, uma professora, e o Sítio do Pica Pau Amarelo um modelo de escola para o Brasil.  Era um visionário.  Montou uma editora e vendia livros até em supermercados; investiu na Revista do Brasil na qual escrevia o paraense Inglês de Sousa que haveria de cunhar o termo "Modernismo" à arte do seu sobrinho Oswald de Andrade; escreveu um romance no qual previa um presidente negro nos EUA (só errou a data, mas isso é querer demais...) Seu nome: Monteiro Lobato. 18.04.2026

À PONTA DO POEMA

À ponta do poema está a letra, a caneta, o teu nome esparso, cheio de curvas e entrelinhas. À ponta do poema está a memória derramada entre o copo e a taça, o rubro vinho que me demora o fado, o grão-pará recordo e a lusa história. À ponta do poema lanço o dado de Mallarmé e a sorte que não pode abolir o azar. À ponta do poema qualquer reinício bárbaro entre a vida e a morte: o beijo na morna xícara ou o último lúme do cigarro. À ponta do poema a lua que na janela jaz fria e luminosa como um mármore do meu e teu antepassados. À ponta do poema o rio que atravesso, o Mondego, como uma avenida abraçando águas e gentes. À ponta do poema as folhas espalhadas pela tarde entre Aveiro, Matosinhos, Porto, Coimbra, Lisboa, Belém e um bairro do Marco. À ponta do poema o último laço da palavra que aprisiona e liberta a alada e casta, escorpiniana, sagitariana, virginiana e andarilha casa. Benilton L. Cruz, para a Lygia.  

A ORAÇÃO DO SAMURAI

  A ORAÇÃO DO SAMURAI Eu não tenho pais, faço do céu e da terra os meus pais. Eu não tenho casa, faço do mundo a minha casa. Eu não tenho poder divino, faço da honestidade o meu poder divino. Eu não tenho meios, faço da disciplina a minha pretensão. Eu não tenho poderes mágicos, faço da personalidade o meu poder mágico. Eu não tenho vida ou morte, faço das duas uma, tenho vida e tenho morte. Eu não tenho visão, faço da luz do trovão a minha visão. Eu não tenho audição, faço da sensibilidade os meus ouvidos. Eu não tenho língua, faço da prontidão a minha língua. Eu não tenho leis, faço da auto-defesa a minha lei. Eu não tenho estratégia, faço do direito de matar e do direito de salvar vidas a minha estratégia. Eu não tenho projetos, faço do apego às oportunidades os meus projetos. Eu não tenho princípios, faço da adaptação a todas as circunstâncias o meu princípio. Eu não tenho tácticas, faço da escassez e da abundância a minha táctica. Eu não tenho talentos, faço da imaginação o me...

LADRÃO DE FOGO

 "LADRÃO DE FOGO “Quisera ser a noite para te amar no escuro Quisera ser teu primo para te amar desde a infância” (Confesso que roubei estes versos de Apollinaire) e que você me deixa atordoado como uma criança. Benilton Cruz"  

A PELE DO MEU TAMBOR

A pele do meu tambor é branca e negra é  a pele do meu coração, Eu canto a alforria da alegria do nosso lugar! A pele do meu tambor é branca e negra é a pele do meu coração, Eu canto a alforria da alegria do nosso lugar! Eu canto ou é o meu tambor que canta?  Qual é a cor da pele de seu cantor? Qual é a cor da pele do meu tambor? Eu canto a alforria da alegria do nosso lugar. Meu coração bate nessa pele Meu coração bate nesse tambor. Deixa o tambor do coração minar O canto no coração de todos os cantos. Os cantos dos tambores de todo lugar. Benilton Cruz Ponto-Poema

POEMAS E IA

 “Quisera ser a noite para te amar no escuro Quisera ser teu primo para te amar desde a infância” (Confesso que roubei estes versos de Apollinaire) e que você me deixa atordoado como uma criança. Benilton Cruz GUARDA TEU CORAÇÃO                                                                        O tempo vai vencer, Lidia, E onde estarás quando escurecer? Não haverá mais força para o canto E à terra se inclinará a rosa. Deponho o Louro, Lidia. Se de que adianta ter a glória, Mas não o Amor do teu alvo colo,  Onde mais feliz vivo Que o rei da Pérsia.  Benilton Cruz SER OU NÃO SER Qual é tua língua? Qual o teu idioma? Falamos a mesma coisa? no trabalho? na rua? No lar e na cama? É a Tua e a Minha: a estranha e caseira Poesia? A CORUJA DE APOLO A ROMÃ É O CORAÇÃO DE DEUS UMA DAS RAZÕES A CORUJA D...

QUEM FOI ACADEMUS, O HERÓI GREGO QUE DEU ORIGEM AO NOME "ACADEMIA"?

Nomes não surgem por acaso, cada denominação carrega sua história, sua poética e sua mitologia o que na verdade pode ser a mesma coisa.  Cada nome é um enigma.   Academus, Akademos, Hekademos ou Hecademus, foi um herói ático que, quando Castor e Pólux invadiram a Ática para libertar sua irmã Helena, revelou-lhes que ela estava escondida em Afidnas.  Por essa razão, os Tindáridas (Castor e Pólux) sempre lhe demonstraram muita gratidão, e sempre que os lacedemônios (antigos espartanos) invadiam a Ática, poupavam as terras pertencentes a Academos, que ficavam às margens do rio Cefiso, a seis estádios de Atenas. (Plut. Tess. 32; DL 3.1.9). Academus matinha um plantação de oliveiras, e em sua honra, Platão e seus discípulos assim também honraram seu nome. Este terreno foi adornado novamente com plantações de oliveiras (Plut. Cim. 13) e foi chamado de Academia em homenagem ao seu proprietário original. Esse relato está na obra de Plutarco, um dos mais importantes historiad...

AMALEP EMPOSSA NOVA DIRETORIA

  AMALEP EMPOSSA NOVA DIRETORIA     A Academia Maçônica de Letras do Estado do Pará (AMALEP), em assembleia geral ordinária presencial realizada na GLEPA no último dia 09 de fevereiro de 2026, empossou a sua nova diretoria para 2026-2028.   O diretor secretário, Professor Doutor em Teoria e História Literária, Mestre Maçom, membro da ARLMS James Anderson 101, Benilton Lobato Cruz, assume a presidência que era ocupada pelo procurador de justiça, Ricardo Albuquerque que presidiu a Academia por dois mandatos.   “A proposta é a de continuidade do excelente trabalho iniciado com o presidente Ricardo, e já estamos com o novo edital exclusivo para maçons do estado do Pará, o I Edital Prêmio Literatura Maçônica do Estado do Pará - 2026, afinal é tradição nossa lançar nossos editais em fevereiro” enfatiza o novo presidente eleito ocupante da cadeira nº 11, patronímica de José Wilson Malheiros da Fonseca.   O currículo do novo presidente é dedicado ...

PÁSSARO TROVÃO: VOZ DA PROTEÇÃO

 The Thunderbird Por devorar os monstros das redondezas do Lago Superior, um dos cinco maiores do mundo, entre o Canadá e os Estados unidos, os índios Ojibway acreditavam que o Pássaro Trovão possuía uma energia positiva.  Os Sioux,os mais hostis à presença dos colonizadores, acreditavam que eles migravam para as partes mais distantes da terra descontentes com a civilização impura dos brancos.  Os Sioux acreditam que o trovão é a sua voz, para outros, os temporais e os relâmpagos saem dos seus olhos.

A ORELHA DE DEUS

A ORELHA DE DEUS; SULTÃO DA FAMÍLIA Dizem que um cão vive em média o tempo que o ser humano precisa para aprender a amar.   Observem que Deus faz tudo no tempo certo.  Um gato vive até mais. É o guardião espiritual do seu lar - por isso, ele tem essa mania de sair-e-voltar, levar para longe o que ameaça a sua casa: subir onde só bombeiros podem lhe "salvar". Cães espantam ladrões; gatos, cobras, escorpiões e outras "lacraias".  O cão escolhe o seu dono; o gato, não: ele é o dono da área e escolhe a sua família para proteger, e sob essa aura espiritual, às vezes, ele chama (no mesmo idioma que o seu) pelo nome de algum membro dovseu clã para ampliar essa proteção.  Cães protegem uma área; gatos são donos delas. Um cão tem faro e audição para caçar; gatos têm instintos e bigodes para "ver" aonde o mal espiritual vai atacar. Cães zelam; gatos espreitam.  Cães farejam; gatos libertam.  Cães são o melhor amigo de um homem - um único; gatos não têm donos, tê...

ORAÇÃO PARA NÃO ADOECER

Eu não adoeço,  Eu tenho saúde de ferro,  E a minha vída é tranquila,  - Sou filho de Preto Velho. Com fé e poesia,  a gente reza  a gente canta e o mal espanta  - Eu não esmoreço,  A Deus me entrego, E agradeço,  - Sou filho de Preto Velho. A todo idoso Que cruza o meu caminho Eu ajudo, converso e zelo: Sou atencioso, -Sou filho de Preto Velho. Meus pais, avós e bisavós, A todos reverencio e rezo (Aos vivos e aos despertos!) Sou a eterna criança: Ungido e protegido: -Sou filho de Preto Velho! 23.01.206 Benilton Cruz

LINOMAR BAHIA E O SEU NOVO LIVRO: PÓS-ESCRITO, COLETÂNEAS DE ARTIGOS EM 'O LIBERAL'"

  Linomar Bahia lançou “Pós-Escrito, coletâneas de artigos em ‘O Liberal’”.   Com o prefácio de Ronaldo Maiorana e orelhas de punho do próprio autor, com trechos de seu discurso de posse na Academia Paraense de Letras, o livro com exatas trezentas páginas, brinda o público leitor com a mais pura coletânea já lançada recentemente sobre o jornalismo paraense, à noite de 20 de janeiro de 2026, no Salão Social do Grupo Líder, em Belém.   A obra traz um outro subtítulo “Páginas da história do nosso tempo”, o que corrobora a atualidade da edição, afinal são artigos publicados no maior jornal paraense desde 2009, aos domingos, “ausentes raríssimas vezes”, como relata o autor em seu Escrito, na parte introdutória.   A parte do Pós-Escrito é o livro em si que curiosamente não apresenta um sumário para o leitor localizar um artigo em seu número de página, assim como não traz indicação direta da data em que o texto foi publicado, algo indispensável ao jornalismo – t...

AMALEP ELEGE NOVA DIRETORIA

AMALEP ELEGE NOVA DIRETORIA     A Academia Maçônica de Letras do Estado do Pará em assembleia geral realizada no último dia 12 de janeiro de 2026, efeméride do aniversário de Belém, aclamou por unanimidade a chapa “AMALEP, SEMPRE” como a nova diretoria para 2026-2028.   O diretor secretário, professor doutor em Teoria e História Literária, Benilton Cruz assume a presidência ocupada pelo procurador de justiça, Dr. Ricardo Albuquerque que presidiu a Academia por dois mandatos.   “O momento é de continuidade do excelente trabalho iniciado com o presidente Ricardo, quando tivemos extrema visibilidade com dois belos concursos literários de âmbito nacional e que renderam duas antologias impressas e uma em formato e-book, edições com autores de todo o Brasil” enfatiza o novo presidente eleito, que é professor de literatura e é também membro efetivo da Academia Paraense de Letras.     Acompanhe a nova diretoria: presidente BENILTON LOBATO CRUZ, ...