Fado e Alma são um; Alfama e Campina um dia Lisboa e Belém Tejo e Guajará Verei cantar A antiga Voz de duas e uma Cidade! Estreitas vias Escamadas de prata Luar e eco canta o pranto, Perfuma o beijo, Passos, guitarra: O rio não espera - O destino é o fado. A tua alma É a tua idade! Reza a água à fria madrugada A brasa acesa o coração! À saudade Brado! O destino É o fado! Terra de mar Mar de terra navego com o vento! Cravo o cravo na lapela do meu coração! Volto à Cidade Velha à Rua Norte, é o destino é o fado! Benilton Cruz Para Rosângela Aguiar
A ONÇA E A LIBERDADE Por Benilton Cruz Foi notícia recente o avistamento de uma onça-pintada em torno da área nativa infelizmente destruída em decorrência da construção da Av. Liberdade, a que liga o bairro da Terra Firme à Alça Viária, em Belém. E, diga-se de passagem, era uma espécie de “mata atlântica paraense” preservada próxima à UFRA, UFPA, Parque Tecnológico e do Campo de pesquisa do Museu Goeldi, área essa que em tempo relativamente recorde se deu a pavimentação da avenida que haveria de desafogar boa parte do trânsito da capital. Nada contra, pelo contrário, precisamos de novas “liberdades”, novas “independências”, novas “centenários”, novas “marinhas”, para desafogar a metropolitana capital que, no movimento natural de crescimento horizontal, vai engolindo cidades próximas, no geográfico efeito metropolitano chamado de conurbação. Precisamos sim de novas vias e de tecnologias de pavimentação que se adequem à realida...