Escrever à mão exercita não só a sua memória como toda a história da escrita, cada traço tem um peso e uma intensidade, cada ponto uma vontade e uma decisão, cada assinatura uma identidade, - e é inconfundível. Até a forma de começar (o arranque) diz muito de você, assim como como a forma de se inclinar para a um lado ou para outro determina uma postura, um traço de um "t" pode dizer de sua direção emocional. Na China, há torneios para escolher a melhor caligrafia; no Japão, o exercício da escrita à mão leva à longevidade. Há sim uma estética da escrita - até uma rasura tem a sua beleza - e toda escrita se torna documento, validação da História, confirmação ou anulação de um acontecimento. Escrever é sempre uma provocação ao seu cérebro, é como uma partitura que desafia o raciocínio mais rápido porque a música é a volição sublime do espírito - algo similar a também música da linguagem das letras - a íntima, intrínsica e pessoal voz desse timbre inconfundível e autoral: a una...
Luzes do Grão-Pará: letras que iluminam; escritores-maçons que brilham. A antologia recentemente publicada pela AMALEP Editora, reunindo 23 maçons-escritores, constituindo uma expressiva mostra da produção literária vinculada à Maçonaria no estado do Pará, brilhou na Bienal Internacional do Livro em São Paulo. A obra representa, ao mesmo tempo, uma celebração da palavra, da fraternidade e da cultura maçônica pelo estudo, pela literatura, pelo livro. A própria AMALEP organizou a antologia, resultado de edital de 2026, destinado à seleção de autores do nosso imenso estado. Trata-se de uma bela edição, minunciosamente trabalhada como obra à altura do seu conteúdo. A qualidade gráfica, a composição visual e a organização da publicação conferem à antologia uma dignidade compatível com a tradição das academias de letras e com a simbologia que envolve a Maçonaria. A diversidade dos autores permite que o leitor percorra diferentes caminhos da abordagem maçônica sobre temas comum à Ordem. ...