Uma das coisas que marcou muito a minha estada em São Paulo, por conta da pesquisa do meu doutorado sobre Mário de Andrade, entre as inúmeras idas à Unicamp, em Campinas e à biblioteca da USP, na capital, foi a história de Aldo Chioratto. A revolução de 32 deixou nomes na história como acrônimo MMDC, iniciais de Martins, Miragaia, Drausio e Camargo, mortos pelas tropas federais getulistas na noite de 23 de maio de 1932 e que acendeu o moral dos paulistas como uma das razões da revolução. Há todavia, um outro nome, além dos outros que tombaram do lado dos paulistas. N a manhã do dia 18 de setembro de 1932, estilhaços – 13 ao todo – atingem o menino Aldo Chiratto que não abandona seu bornal de mensageiro. Ele estava entregando correspondência em uma residência próxima à estação da estrada de ferro no centro da cidade (onde é hoje a Av. Campos Sales). “Foram 13 estilhaços... 13 são as listas da bandeira de São Paulo”, costumam dizer os historiadores. Não vou fazer uma análise histórica so...
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