A ORELHA DE DEUS; SULTÃO DA FAMÍLIA
Dizem que um cão vive em média o tempo que o ser humano precisa para aprender a amar.
Observem que Deus faz tudo no tempo certo.
Um gato vive até mais.
É o guardião espiritual do seu lar - por isso, ele tem essa mania de sair-e-voltar, levar para longe o que ameaça a sua casa: subir onde só bombeiros podem lhe "salvar".
Cães espantam ladrões; gatos, cobras, escorpiões e outras "lacraias".
O cão escolhe o seu dono; o gato, não: ele é o dono da área e escolhe a sua família para proteger, e sob essa aura espiritual, às vezes, ele chama (no mesmo idioma que o seu) pelo nome de algum membro dovseu clã para ampliar essa proteção.
Cães protegem uma área; gatos são donos delas.
Um cão tem faro e audição para caçar; gatos têm instintos e bigodes para "ver" aonde o mal espiritual vai atacar.
Cães zelam; gatos espreitam.
Cães farejam; gatos libertam.
Cães são o melhor amigo de um homem - um único; gatos não têm donos, têm estranhas aptidões até para te ensinar alongamento, -te ensinam até yoga a dormir mais; Cães te ensinam que o amor é algo incondicional; gatos, o amor-próprio.
Que o cão Orelha seja lembrado como o "Orelha de Deus", como o uníssimo clamor, não só do Brasil, mas do mundo inteiro, por JUSTIÇA -afinal ele estava ali para brincar e também proteger sua comunidade - seus "donos", e esse era o seu motivo de viver.
UMA COMUNIDADE INTEIRA AGORA VAI DEFENDER O ORELHA , E QUE SEJA A COMUNIDADE DO MUNDO INTEIRO!
O SULTÃO TEVE A SUA FAMÍLIA PARA PROTEGÊ-LO; FAZ PARTE DA DISCRIÇÃO DOS GATOS!
Sultão, o nosso bombay-negro-de-absurdos-e-inexistentes- olhos-verdes, animal também indefeso, vítima de inaceitáveis maus-tratos.
Sobreviveu porque agimos rápido: estancamos o sangramento, curamos sua ferida, amenizamos o seu trauma porque havia e há um lar para protegê-lo e agira uma ação na justiça em sua fase final (temos o vídeo da agressão e um advogado sensível à questão).
E foi só UMA pessoa que agrediu o nosso atento felino;
o Orelha sofreu a agressão de quatro ou cinco jovens, não sei ao certo quantos, una tamanha brutalidade; cinco de uma só vez é a maior COVARDIA que se possa imaginar contra um cão idoso que já corre "lento", que não teria tempo de fugir (imagine a cena: o Orelha até quis se aproximar para brincar com seus algozes e infelizmente foi por eles, trucidado) .
O "Orelha de Deus" está morto; ouve agora nossa revolta;
o Sultão, se espreguiça, se esparrama ao tapete por carinho do seu e do nosso lar.
E nos fixa um olhar verde de divina sobre-humana esperança.
Benilton Cruz





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