DE CAMPOS RIBEIRO
Aos dezessete, abraçou a carreira de jornalista, atuando nos jornais “A Província do Pará”, “Folha do Norte” (Redator), “Correio do Pará”, “O Estado do Pará” (Redator-Chefe), “O Liberal”, até o ano de 1968, quando após sofrer um infarto, aposentou-se. Foi casado com a Sra. Lygia Amazonas de Campos Ribeiro, com quem teve oito filhos.
Em 4 de maio de 1937, foi empossado como Titular da
Cadeira nº 37 da Academia Paraense de Letras, da qual foi presidente nos
períodos de 1951-1952 e 1967-1970. Pertenceu, como Membro Correspondente, da
Academia de Letras do Amazonas, da Academia Acreana de letras e da Academia
Maranhense de Letras, não chegando a tomar posse.
“O Velho”, como era chamado no meio literário, foi
poeta, contista, cronista, memorialista e folclorista, destacando-se em todas
essas categorias literárias. Sua única riqueza eram os livros, razão de ser de
sua vida. Devotado à cultura, dedicou-se sempre à literatura, aos estudos e à
alegria sublimada de harmonizar palavras em busca de beleza e da verdade.
Fundou a associação dos Novos, agremiação literária
da década de vinte, que influenciou, destacadamente, a vida intelectual de Belém;
foi ativo articulista das revistas literárias “Belém Nova” e “A Semana”. Em
1930, por seu talento diversificado, recebeu elogios de Nuno Vieira, nas
páginas de “A Província do Pará”.
Presidiu o Rotary Club do Pará, pertencendo à
Academia Paraense de Estudos Rotários, e, devido a sua grande expressão na
cultura paraense, após sua morte, foi honrosamente homenageado, tornando-se
patrono da Cadeira nº 17 daquela egrégia “Casa de Cultura”.
Foi conselheiro do Instituto de Ciência e
Tecnologia da Amazônia, Secretário de Estado de Educação e Cultura, Membro do
Instituto Histórico e Geográfico do Pará, Membro do Conselho Estadual de
Cultura, desde sua fundação, da Comissão Nacional do Folclore (PA) e da
Sociedade Paraense de Educação. Foi Vice-Presidente da Alliance Française,
Membro do Círculo Militar de Belém. Pertenceu ao Sindicato dos Jornalistas do
Pará, além de diversas associações beneficentes e desportivas.
Na vida política, nos pleitos de 1950 e 1954,
elegeu-se Deputado Estadual pelo PTB (4º Suplente) e UDN (17º Suplente),
respectivamente. Além de jornalista e poeta era Engenheiro e Funcionário Civil
do Ministério da Marinha.
Em 1924, publicou seu primeiro poema: “Em Louvor do
Heroísmo e da Bravura”. Em 1930, lançou seu primeiro livro, intitulado
“Aleluia”, em sequência, “Brasões de Portugal” (1940), “Gostosa Belém de
Outrora” (1965); “Horas da Tarde” (1970), um livro de crônicas. Entre 1971-1973,
publicou os ensaios “Olavo Nunes, Animador de Ternuras e Ironias” e “Graça
Aranha e o Modernismo no Pará”. Sua é a letra do Hino da Marinha Mercante
(Pará), cuja música é de autoria de seu filho, também escritor José Guilherme de
Campos Ribeiro. Durante a sua vida, ministrou inúmeras palestras em diversas
instituições de Belém.
Sua história maçônica teve início em 1941, na Loja
Maçônica Harmonia e Fraternidade nº 9, jurisdicionada à Grande Loja Maçônica do
Estado do Pará, onde ocupou todos os cargos que um maçom pode exercer. Em 11 de
dezembro de 1951, Supremo Conselho do Grau 33º, em 3 de julho de 1958. Em 12 de
novembro de 1972, foi eleito Membro Efetivo e Soberano Grande Inspetor
Litúrgico para o estado do Pará e o, então, território do Amapá.
Em 17 de março de 1978, por motivos de saúde,
solicitou dispensa de cargo de Soberano Grande Inspetor Litúrgico, passando à
categoria de Membro Emérito do Supremo Conselho, em 8 de junho daquele mesmo
ano.
Em 28 de julho de 1960, foi o portador da Carta
Constitutiva para a fundação da Grande Loja Maçônica do Maranhão, representando
o Grão-Mestre da Grande loja do Pará; em 9 de março de 1974, representando o soberano
Grande comendador, reinstalou a Excelsa Loja de Perfeição, no Vale de Macapá
(AP), reativando os Altos Graus na Região, após longos 21 anos de inatividade.
Em 13 de fevereiro de 1984, um grupo de Irmãos
paraenses, reconhecendo sua profícua e indelével trajetória no plano terrestre,
prestou-lhe merecida homenagem, fundando a Augusta e Respeitável Loja Maçônica
nº 51, jurisdicionada à Grande Loja do Estado do Pará, em cujo frontispício
avulta o nome do valoroso Irmão.
Por sua incomensurável contribuição à cultura,
dedicação e altruísmo no desempenho de suas funções em nossa secular
instituição, o Supremo Conselho do Grau 33 do REAA da Maçonaria para a
República federativa do Brasil prestou-lhe merecida homenagem, escolhendo-o
como Patrono de sua biblioteca, um gesto pequeno diante da grandeza daquele
que, por sua reluzente trajetória terrena, já se tornará imortal.
O nobilíssimo Irmão José Sampaio de Campos Ribeiro
morreu em 27 de setembro de 1980, tendo influenciado uma verdadeira legião de
escritores de sua época e deixando enorme legado à cultura.
Em quase oito décadas de vida, teve seu talento
reconhecido por inúmeras instituições, sendo-lhe outorgada uma expressiva
quantidade de títulos, medalhas e diplomas.




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