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Mostrando postagens de maio, 2026

FUNDAÇÃO DE SANTA MARIA DE BELÉM DO GRÃO-PARÁ

 - Fundação de Santa Maria de Belém do Grão-Pará, obra de Theodoro Braga, 1908, Museu de Arte de Belém (MAB).  - Na imagem, a chegada dos portugueses, os índios Tupinambá observam às margens da baía do Guajará (à direita, abaixo) e a construção do Forte do Presépio pelos portugueses (à esquerda).”

UMA PERGUNTA

Uma pergunta nem sempre tem resposta,  A linguagem nos capacita ao entendimento ou ao engano, A curiosidade desperta ambos. Hermes chamou ao corpo humano de capa odiosa que te sufoca e te prende. A alma e o corpo são diferentes em grau e em natureza. A alma é a verdadeira personalidade - o real. O corpo não pertence à alma, um "viajante" que carrega a capa pesada. Essa capa, todavia, tem uma consciência própria e há de certa forma um confronto entre corpo e alma. A consciência tem a tarefa de impedir que a alma veja a realidade

UMA ACADEMIA DE LETRAS E ARTES À ALTURA DA HISTÓRIA DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO PARÁ

UMA ACADEMIA DE LETRAS E ARTES À ALTURA DA HISTÓRIA DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO PARÁ.                                                            Por Benilton Cruz e Rosângela Aguiar A História é feita por homens que aceitam o desafio de escrever sua personalidade, inspirando seus pares a se levantarem em torno de um mesmo feito ou ideal, já dizia o historiador Plutarco, na Grécia Antiga, - e aqui claro, são homens e mulheres integrados à caminhada em torno dos mesmos direitos e conquistas.                  E é neste contexto que temos um fato marcante na história cultural paraense.                                                            ...

FADO DO MEU LUGAR

Fado e Alma são um; Alfama e Campina um dia Lisboa e Belém Tejo e Guajará Verei cantar A antiga Voz de duas e uma Cidade! Estreitas vias Escamadas de prata Luar e eco canta o pranto, Perfuma o beijo, Passos, guitarra: O rio não espera - O destino  é o fado. A tua alma É a tua idade! Reza a água à fria madrugada A brasa acesa o coração! À saudade Brado! O destino É o fado! Terra de mar Mar de terra navego com o vento! Cravo o cravo na lapela do meu coração! Volto à Cidade Velha à Rua Norte: o destino é o fado! Benilton Cruz Para Rosângela Aguiar

A ONÇA E A LIBERDADE

  A ONÇA E A LIBERDADE   Por Benilton Cruz   Foi notícia recente o avistamento de uma onça-pintada em torno da área nativa infelizmente destruída em decorrência da construção da Av. Liberdade, a que liga o bairro da Terra Firme à Alça Viária, em Belém.   E, diga-se de passagem, era uma espécie de “mata atlântica paraense” preservada próxima à UFRA, UFPA, Parque Tecnológico e do Campo de pesquisa do Museu Goeldi, área essa que em tempo relativamente recorde se deu a pavimentação da avenida que haveria de desafogar boa parte do trânsito da capital.   Nada contra, pelo contrário, precisamos de novas “liberdades”, novas “independências”, novas “centenários”, novas “marinhas”, para desafogar a metropolitana capital que, no movimento natural de crescimento horizontal, vai engolindo cidades próximas, no geográfico efeito metropolitano chamado de conurbação.   Precisamos sim de novas vias e de tecnologias de pavimentação que se adequem à realida...

DE VOLTA AO LAR

A neblina chama, falam as pedras, memória há: são as árvores. À rasa luz saúdo os sonhos que morrem com o ocaso. Boa noite, irmã escuridão! Boa noite, céu Ainda azul! Reluz o espinho com orvalho, estala o fogo eleva a canção. Saúdo o mistério: Irmãos da noite rastejam e voam cercam, acolhem O estranho - Entre o rio e a palavra - O que partiu e sempre esteve de volta ao lar. Benilton Cruz

EU TE ENSINO A SOLIDÃO

 

SOU ÁGUA

 

SE TENS ESPERANÇA NA HUMANIDADE

 

"MORRE JOVEM O QUE OS DEUSES AMAM"

 "MORRE JOVEM O QUE OS DEUSES AMAM" A morte prematura do poeta Mário de Sá-Carneiro inspirou Fernando Pessoa a escrever um dos mais belos texto sobre a sensação de perder um ente querido em plena juventude. Meu irmão caçula, o mais belo e o mais frágil, de nossos irmãos também nos deixou em plena juventude.  Todo segundo dia de cada mês o coração não deixa esquecer seus olhos de um céu sereno (como se ele apenas estivesse viajando e ainda fosse possível retornar para casa).  Todo segundo dia de cada mês recordamos que ele está muito presente: seja na fila da padaria, seja na rua, quando nos deparamos com alguém muito parecido com ele, seja em nossa recordação do dia a dia.  Meu pequeno irmão, nunca esqueceremos de você. Como eu gostaria de lhe dizer pessoalmente: volte logo dessa viagem e me dê um abraço. Como eu gostaria de terminar aquela partida de xadrez, aquela que você levava pequena (e crucial) vantagem. Como eu gostaria de lhe recitar, pessoalmente, aquele po...