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Mostrando postagens de abril, 2026

DE ONDE VEM O PENSAMENTO?

É a pergunta que pretendo responder. Se o universo é mental, pensar é a prova dessa causa. Se o primeiro e principal princípio é mental tudo o que é da mente é primordial. Fomos criados pelo universo-mental, um todo feito da substância-consciência de existir, hierarquizar, conhecer, entender, pensar. O universo é mental e é grande, gigantesco como o próprio alcance do nosso pensamento. E essa infinitude teria uma mente divina como medida. Somos unidos pelo mentalismo - a fonte - o Todo. Estamos integrados a essa mente divina quando idealizamos algo e realizamos primeiro na mente e depois na realidade. Ideias são a nossa conexão com esse Todo divino e mental. Platão o chamou de idealismo; Hegel de espírito. Vamos começar com a ordem de criação de algo fundamental ao pensamento: o desenho do som inteligível e ordenado, as letras, essas mesmas que unidas formam sílabas e palavras que também são cognoscíveis, comunicadas, partilhadas e entendidas. E se considero a ordem histórica dos alfab...

30 ANOS

 

ERA UM VISIONÁRIO

Ele fez uma boneca falar, um sabugo de milho um sábio, um par de crianças aventureiras e sempre curiosas e fez de uma senhora, uma dona Benta, uma professora, e o Sítio do Pica Pau Amarelo um modelo de escola para o Brasil.  Era um visionário.  Montou uma editora e vendia livros até em supermercados; investiu na Revista do Brasil na qual escrevia o paraense Inglês de Sousa que haveria de cunhar o termo "Modernismo" à arte do seu sobrinho Oswald de Andrade; escreveu um romance no qual previa um presidente negro nos EUA (só errou a data, mas isso é querer demais...) Seu nome: Monteiro Lobato. 18.04.2026

À PONTA DO POEMA

À ponta do poema está a letra, a caneta, o teu nome esparso, cheio de curvas e entrelinhas. À ponta do poema está a memória derramada entre o copo e a taça, o rubro vinho que me demora o fado, o grão-pará recordo e a lusa história. À ponta do poema lanço o dado de Mallarmé e a sorte que não pode abolir o azar. À ponta do poema qualquer reinício bárbaro entre a vida e a morte: o beijo na morna xícara ou o último lúme do cigarro. À ponta do poema a lua que na janela jaz fria e luminosa como um mármore do meu e teu antepassados. À ponta do poema o rio que atravesso, o Mondego, como uma avenida abraçando águas e gentes. À ponta do poema as folhas espalhadas pela tarde entre Aveiro, Matosinhos, Porto, Coimbra, Lisboa, Belém e um bairro do Marco. À ponta do poema o último laço da palavra que aprisiona e liberta a alada e casta, escorpiniana, sagitariana, virginiana e andarilha casa. Benilton L. Cruz, para a Lygia.  

A ORAÇÃO DO SAMURAI

  A ORAÇÃO DO SAMURAI Eu não tenho pais, faço do céu e da terra os meus pais. Eu não tenho casa, faço do mundo a minha casa. Eu não tenho poder divino, faço da honestidade o meu poder divino. Eu não tenho meios, faço da disciplina a minha pretensão. Eu não tenho poderes mágicos, faço da personalidade o meu poder mágico. Eu não tenho vida ou morte, faço das duas uma, tenho vida e tenho morte. Eu não tenho visão, faço da luz do trovão a minha visão. Eu não tenho audição, faço da sensibilidade os meus ouvidos. Eu não tenho língua, faço da prontidão a minha língua. Eu não tenho leis, faço da auto-defesa a minha lei. Eu não tenho estratégia, faço do direito de matar e do direito de salvar vidas a minha estratégia. Eu não tenho projetos, faço do apego às oportunidades os meus projetos. Eu não tenho princípios, faço da adaptação a todas as circunstâncias o meu princípio. Eu não tenho tácticas, faço da escassez e da abundância a minha táctica. Eu não tenho talentos, faço da imaginação o me...

LADRÃO DE FOGO

 "LADRÃO DE FOGO “Quisera ser a noite para te amar no escuro Quisera ser teu primo para te amar desde a infância” (Confesso que roubei estes versos de Apollinaire) e que você me deixa atordoado como uma criança. Benilton Cruz"  

A PELE DO MEU TAMBOR

A pele do meu tambor é branca e negra é  a pele do meu coração, Eu canto a alforria da alegria do nosso lugar! A pele do meu tambor é branca e negra é a pele do meu coração, Eu canto a alforria da alegria do nosso lugar! Eu canto ou é o meu tambor que canta?  Qual é a cor da pele de seu cantor? Qual é a cor da pele do meu tambor? Eu canto a alforria da alegria do nosso lugar. Meu coração bate nessa pele Meu coração bate nesse tambor. Deixa o tambor do coração minar O canto no coração de todos os cantos. Os cantos dos tambores de todo lugar. Benilton Cruz Ponto-Poema