Pular para o conteúdo principal

Postagens

AMALEP EMPOSSA NOVOS IMORTAIS

A Academia Maçônica de Letras do Estado do Pará (AMALEP) empossa nesta quarta-feira, dia 24 de setembro de 2025, às 19 h, no belo Casarão do Barão do Guajará, sede da Academia Paraense de Letras, sete novos imortais. A Sessão Magna será conduzida por Ricardo Albuquerque que assumiu a presidência da Academia em 2023 e trabalha com uma agenda cultural bastante movimentada, como o Projeto AMALEP.5 que através de um vigoroso Marketing Cultural, e tendo a internet como aliada, viabiliza concursos literários nacionais. Neste contexto, a AMALEP segue a propositura de se modernizar com o novo tempo virtual: já publicou duas antologias de excelente qualidade editorial, em 2024 e em 2025. Paralelo a isso, a jovem Academia realiza palestras virtuais e presenciais sobre temas de interesse maçônico e literário, e também promove editais regulares de indicação de novos membros ao seu Silogeu Maçônico que em 2025 completa dez anos de fundação. Serão empossados os seguintes novos acadêmicos:  Anton...

CRÔNICA DE UMA POSSE: MÁRCIA DUAILIBE FORTE NA ACADEMIA PARAENSE DE LETRAS

A Academia Paraense Letras realizou nesta sexta-feira, dia 19 de setembro, a posse de sua mais nova imortal, a escritora Marcia Duailibe Forte, assumindo a cadeira 13, cujo último ocupante foi Raymundo Mario Sobral. Causava certo espanto aos visitantes que estacionavam seus carros no entorno da Academia, ao ver as obras na Praça da Bandeira por ocasião da COP 30, enormes estruturas metálicas visíveis de longe e os tapumes de latão contornando a Praça, enchendo de curiosidade aos transeuntes, o que seria isso? Quando falamos de posse, na verdade, temos em mente não apenas o ritual de entronização do novo imortal e sim também que se trata da recepção do novel pela própria Academia, sem esquecer da participação dos convidados. E foi assim que realmente aconteceu: interação pura de quem comandava a sessão com todos os presentes, como se estivéssemos tocados pela aura agregadora de todas as formas artísticas. E quem viu a sessão solene pela primeira vez como acadêmico empossado, como é o me...

QUEREMOS AVANÇAR

WIR ZIEHEN VORAN - QUEREMOS AVANÇAR Por Benilton Cruz Traduzir é encontrar a terceira língua, dizia o filósofo Walter Benjamin, e traduzir um poema é a busca mais incesssante sobre o significado de um idioma na sua expressão máxima na lida com o verso. Às vezes, deixamos escapar a língua original algo dela em específico e outras vezes ampliamos a capacidade de síntese desse mesmo vernáculo e o texto traduzido ganha outra identidade, e não perde sua essência. Eu traduzi o poema Wir Ziehen Voran, de  Ernst Moritz Arndt, nascido na Pomerânia sueca em 1769 e que morreu com noventa anos, em Bonn, Alemanha. É um poeta que teve uma vida de muito estudo sobre religião, educação e liberdade .  Uma das questões defendidas por Arndt (prununcia-se acentuando-se o a: Árndt) era a defesa de uma pátria livre sobre a base protestante, envolto da revolução religiosa que marcou profundamente a modernidade germânica. Eis o poema no original: WIR ZIEHEN VORAN Brauset, Winde! Schäume Meer! Mi...

O CONVITE ESTÁ ACEITO

Meu querido e nobre irmão  *_BENILTON LOBATO CRUZ_*  é com imensa alegria e satisfação, informo que o seu convite está *aceito*, e será uma honra prestigiar, saudar e confirmar a sua entrada neste seleto grupo de *Imortais da Academia Paraense de Letras*. Flávio Alves Posse na Academia Paraense de Letras 05.09.2025

MARCELO BRITO: GRATIDÃO ETERNA.

Bom dia, meu querido e amado irmão,  ontem foi um dia para entrar pra história, chegar a ser imortalizado na APL é uma coisa ímpar, um feito para pessoas que tiveram uma trajetória árdua porém salutar na busca pelo conhecimento, e você conseguiu esse galardão. Sinto-me honrado pelo seu convite de ter o prazer de poder vivenciar esse momento, cada frase dita, cada semblante expressado, isso com todo certeza marcará a minha vida eternamente, você sem querer se tornou uma nova referência em minha vida.  Meus Parabéns meu amado Mestre. Escreve, Marcelo Brito Posse na Academia Paraense de Letras 05.09.2025

CARTA DE UM IRMÃO A OUTRO IRMÃO

Meu Irmão, Amigo, Escritor, Poeta, Maçom, duplamente imortal (Highlander da Poesia e da Literatura) e outros, Benilton Cruz. Receba minhas mais sinceras congratulações pela merecida e justa assunção como Imortal da Academia Paraense de Letras – APL.  Seu talento, dedicação e compromisso com a cultura e as letras engrandecem não apenas nossa terra, mas todos aqueles que têm o privilégio de partilhar de sua amizade e convivência. Desejo que os mais nobres sentimentos o acompanhem neste novo e honroso capítulo de sua trajetória, e que Deus siga iluminando sua brilhante jornada, guiando seus passos rumo a novas conquistas e realizações. Com respeito, amor, admiração e fraterna alegria, Seu irmão,  Rodrigo Aleixo

A ÁGUIA DA NOITE

 

MOMENTO DE AGRADECER A ACADEMIA PARAENSE DE LETRAS

Momento de agradecer a Academia Paraense de Letras (APL)  a minha acolhida como novo membro efetivo da cadeira de número 35, cujo último ocupante foi José Wilson Malheiros da Fonseca, poeta, jornalista, compositor, cronista, jurista e homem de profunda cultura, em especial, da Cultura Amazônica. Sempre falo que a gratidão é a moeda que move o universo. Sigo fielmente a tradição da APL quando o novo imortal é anunciado e celebra o resultado logo após apuração da eleição. Assim foi feito: eu, Rosângela e Raphael recebemos a comitiva da APL e as boas-vindas.  Tenho muito a agradecer: a Deus, o Geômetra-Mor, retificador de sua criatura à imagem & semelhança, pela inspirada e discreta campanha;  agradeço aos acadêmicos incentivadores, meus irmãos de longa jornada, admiração e respeito, Leonam Gondim da Cruz Júnior e Agildo Monteiro. Agradeço a comitiva da APL @ivanildoalves, Antônio Jose, Agildo Ribeiro, Flavio Quinderé @qjindere, Franssinete Florenzano @franssinete, Nazar...

AO CORAÇÃO DO MAESTRO (PEQUENA CRÔNICA PÓETICA)

O coração do poeta encontrou o coração do maestro em outubro de 2023 e desde então conversavam como se fossem dois parentes que fizeram uma longa viagem a rumos diferentes e que se reencontravam de repente. O coração do maestro ensinava; o coração do poeta ouvia. Quem ensina é o coração; quem aprende é também o coração. Dois irmãos. - Um coração para duas mentes diferentes. O coração do maestro regia as histórias, as lendas, os mitos, a ópera, a música; o coração do poeta dizia: sonho com o verso, o certeiro acorde, do maestro como ópera e como canção, como rima, como melodia, como ode. E alegria. Era muita cultura, para muito mais coração. Era quase todo dia, um projeto, uma ideia, uma música, um hino, o coração do poeta escrevia: "Homens livres e de bons costumes/ irmãos do espírito das letras/ levantai a cantar a Glória do Arquiteto Criador/ Homens Livres e de bons costumes/ Irmãos do espírito das Letras/ Aprumai a voz ao coração/ que a pena é mais forte que o canhão/ Às Letras...

O GALO E A CORUJA

A fábula o "Galo e Coruja" é atribuída a Esopo, da Grécia Antiga. Diz Nélson Jahr Garcia, na introdução do belo livro "Fábulas (imitadas de Esopo e La Fontaine) na seleção de Justiniano José da Rocha" que "as fábulas contêm a experiência humana de séculos e, por isso merecem ser lidas e admiradas". Exatamente por isso é que essas históricas curtas e com animais como protagonistas fazem parte de um imaginário de ensino e aprendizagem úteis tanto nos bancos de sala de aula ou na escola da vida.  Esopo, o "pai da fábula" como gênero literário, foi escravo e pouco se sabe do homem que popularizou essas histórias de cunho moral e alegórico. Aqui, na íntegra: O Galo e a Coruja Um galo, orgulhoso de sua voz potente, cantava alto e forte no galinheiro.  Uma coruja, ouvindo o barulho, perguntou ao galo: - Por que você canta tão alto e com tanta frequência? O galo respondeu: - Eu canto para anunciar o início do dia e para que todos saibam que eu estou aqui...

CAMÕES, GRANDE CAMÕES: A ARTE DE EMULAR

  Inicio aqui uma sequência de poemas inspirados em Luis Vaz de Camões, naquilo que seria uma forma de homenagear, imitar, seguir, admirar e acima de tudo emular - esta que é a prova maior do reconhecimento a um poeta. Emular Camões seria essencialmente desafiá-lo. E como sabemos a imitação é um procedimento comum na didática das artes. Há, todavia, uma significativa diferença entre imitar e emular. Imitar é aprender; emular é superar. É o desafio à excelência. Vou chamar de A Arte de Emular a esse misto de admiração, respeito e superação. Emular é um gesto comum aos sonetistas do Doce Estilo Novo, surgido com a lírica italiana e humanista. Afinal, imitar e emular em algum momento se tocam. O Doce Estilo Novo surgiu para cobrir com galanteio algo que a lírica amorosa medieval mostrava-se como pequenos dramas trágicos - um deletério e estranho comportamento "assassino", um "ladrón" e "cruel", dentre outros termos da natureza poética dos trovadores.  O doce ...