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O GALO E A CORUJA

A fábula o "Galo e Coruja" é atribuída a Esopo, da Grécia Antiga.


Diz Nélson Jahr Garcia, na introdução do belo livro "Fábulas (imitadas de Esopo e La Fontaine) na seleção de Justiniano José da Rocha" que "as fábulas contêm a experiência humana de séculos e, por isso merecem ser lidas e admiradas".


Exatamente por isso é que essas históricas curtas e com animais como protagonistas fazem parte de um imaginário de ensino e aprendizagem úteis tanto nos bancos de sala de aula ou na escola da vida. 


Esopo, o "pai da fábula" como gênero literário, foi escravo e pouco se sabe do homem que popularizou essas histórias de cunho moral e alegórico.


Aqui, na íntegra:


O Galo e a Coruja


Um galo, orgulhoso de sua voz potente, cantava alto e forte no galinheiro. 


Uma coruja, ouvindo o barulho, perguntou ao galo:


- Por que você canta tão alto e com tanta frequência?


O galo respondeu:


- Eu canto para anunciar o início do dia e para que todos saibam que eu estou aqui.


A coruja então disse:


- Ah, mas eu também canto, mas de maneira diferente. Eu canto à noite, quando todos estão dormindo, e meu canto é um aviso de que a noite é silenciosa e escura.


O galo retrucou:


- Seu canto é inútil, pois ninguém o ouve na escuridão da noite.


A coruja respondeu:


- E seu canto é inútil durante o dia, pois todos já sabem que o sol está brilhando.



Moral da Fábula


Que cada um tire suas conclusões e são muitas, como 

o do embate do "show de talentos", a competição da lunar coruja e  galo solar.


Quem canta melhor? a coruja, a "águia da noite", tem seu canto recôndito, misteriosamente propício à sacralidade da noite.


O galo, por sua vez, tem a função bastante conhecida de despertar (e parece que ele não se cansa de cantar).


A lição está em entender que cada pessoa tem seus próprios talentos e habilidades, e o que pode ser valioso para uma pessoa pode não ser tão rentável para outra. 


A fábula também destaca a importância de se adaptar às circunstâncias e de se fazer ouvir (cantar) no momento certo.


Essa fábula nos faz refletir sobre como nossas ações e palavras podem ser percebidas de maneiras diferentes, dependendo do contexto e da perspectiva de cada um.


Não é uma questão de se achar melhor "cantor" que todo mundo e sim cantar no momento adequado.



(Benilton Cruz, da James Anderson 101, membro efetivo da Academia Maçônica de Letras do Estado do Pará; correspondente da Academia Internacional dos Maçons Imortais, AIMI,l; da Academia Paraense de Letras e professor da UFRA).



A águia da noite.


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