SOB O LUAR DE AGOSTO
Já anoitece sobre a cidade.
Unem-se as sombras, mas
A luz ficou contigo.
No ar, teu nome,
Vaga, canta e novamente cala:
É a água do rio que passa
E nada fica e a lua está só,
comigo.
Sua pele tem o tom
Da aurora quando raia
O adormecido tigre
Que de teus olhos
tem o mel da tarde
a fonte da memória
ou a música, talvez,
a mesma coisa.
“Quisera ser a noite para te amar no escuro
Quisera ser teu primo para te amar desde a infância”
(Confesso que roubei estes versos de Apollinaire)
e que você me deixa atordoado como uma criança.
(Benilton Cruz)
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