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LISTA DAS CADEIRAS DA AMALEP

LISTA DAS CADEIRAS DA AMALEP, ACADÊMICOS E RESPECTIVOS PATRONOS  CADEIRA Nº 1 CLAUDIO JORGE BENTES DE CASTRO Patrono: Castro Alves CADEIRA Nº 2 WELSON FREITAS CORDEIRA Patrono: José do Patrocínio CADEIRA Nº 3 ANTONIO BEZERRA  Patrono: Joaquim José de Assis – Dr. Assis CADEIRA Nº 4 LISBINO DO CARMO Patrono: José Nazarenob Nogueira Lima CADEIRA Nº 5 UBIRAJARA MARQUES LIMA Patrono: Edgar Proença CADEIRA Nº 6 FRANK SERRUYA MALHEIROS Patrono: Waldemar Henrique CADEIRA Nº 7 OCTAVIO JOSE PESSOA FERREIRA Patrono: Serzedello Correa CADEIRA Nº 8 HERYVELTON LIMA DE FREITAS Patrono: Inglês de Souza CADEIRA Nº 9 AISSAR LUIZ DA SILVA ANAISSE Patrono: Padre Eutíquio CADEIRA Nº 10 FRANCISCO GUILHERME DE CAMPOS RIBEIRO Patrono: De Campos Ribeiro CADEIRA Nº 11 BENILTON LOBATO CRUZ Patrono: José Wilson Malheiros da Fonseca CADEIRA Nº 12 MARCIO ADRIANO DA COSTA CAVALCANTE Patrono: Lauro Sodré CADEIRA Nº 13 ANTONIO FERNANDO DE OLIVEIRA DANTAS AMORAS Patrono: Duque de Caxias CADEIRA Nº 14 EDSON JOS...

FUNDAÇÃO DE SANTA MARIA DE BELÉM DO GRÃO-PARÁ

 - Fundação de Santa Maria de Belém do Grão-Pará, obra de Theodoro Braga, 1908, Museu de Arte de Belém (MAB).  - Na imagem, a chegada dos portugueses, os índios Tupinambá observam às margens da baía do Guajará (à direita, abaixo) e a construção do Forte do Presépio pelos portugueses (à esquerda).”

HERMES E A CAPA PESADA

Hermes chamou ao corpo humano de capa odiosa que te sufoca e te prende. A alma e o corpo são diferentes em grau e em natureza. A alma é a verdadeira personalidade - o real. O corpo não pertence à alma, é o "viajante", a capa pesada. Essa capa, todavia, tem uma consciência própria e há de certa forma um confronto entre corpo e alma. A consciência tem a tarefa de impedir que a alma veja a realidade.

UMA ACADEMIA DE LETRAS E ARTES À ALTURA DA HISTÓRIA DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO PARÁ

UMA ACADEMIA DE LETRAS E ARTES À ALTURA DA HISTÓRIA DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO PARÁ.                                                            Por Benilton Cruz e Rosângela Aguiar A História é feita por homens que aceitam o desafio de escrever sua personalidade, inspirando seus pares a se levantarem em torno de um mesmo feito ou ideal, já dizia o historiador Plutarco, na Grécia Antiga, - e aqui claro, são homens e mulheres integrados à caminhada em torno dos mesmos direitos e conquistas.                  E é neste contexto que temos um fato marcante na história cultural paraense.                                                            ...

FADO DO MEU LUGAR

Fado e Alma são um; Alfama e Campina um dia Lisboa e Belém Tejo e Guajará Verei cantar A antiga Voz de duas e uma Cidade! Estreitas vias Escamadas de prata Luar e eco canta o pranto, Perfuma o beijo, Passos, guitarra: O rio não espera - O destino  é o fado. A tua alma É a tua idade! Reza a água à fria madrugada A brasa acesa o coração! À saudade Brado! O destino É o fado! Terra de mar Mar de terra navego com o vento! Cravo o cravo na lapela do meu coração! Volto à Cidade Velha à Rua Norte: o destino é o fado! Benilton Cruz Para Rosângela Aguiar

A ONÇA E A LIBERDADE

  A ONÇA E A LIBERDADE   Por Benilton Cruz   Foi notícia recente o avistamento de uma onça-pintada em torno da área nativa infelizmente destruída em decorrência da construção da Av. Liberdade, a que liga o bairro da Terra Firme à Alça Viária, em Belém.   E, diga-se de passagem, era uma espécie de “mata atlântica paraense” preservada próxima à UFRA, UFPA, Parque Tecnológico e do Campo de pesquisa do Museu Goeldi, área essa que em tempo relativamente recorde se deu a pavimentação da avenida que haveria de desafogar boa parte do trânsito da capital.   Nada contra, pelo contrário, precisamos de novas “liberdades”, novas “independências”, novas “centenários”, novas “marinhas”, para desafogar a metropolitana capital que, no movimento natural de crescimento horizontal, vai engolindo cidades próximas, no geográfico efeito metropolitano chamado de conurbação.   Precisamos sim de novas vias e de tecnologias de pavimentação que se adequem à realida...

DE VOLTA AO LAR

A neblina chama, falam as pedras, memória há: são as árvores. À rasa luz saúdo os sonhos que morrem com o ocaso. Boa noite, irmã escuridão! Boa noite, céu Ainda azul! Reluz o espinho com orvalho, estala o fogo eleva a canção. Saúdo o mistério: Irmãos da noite rastejam e voam cercam, acolhem O estranho - Entre o rio e a palavra - O que partiu e sempre esteve de volta ao lar. Benilton Cruz

EU TE ENSINO A SOLIDÃO

 

SOU ÁGUA

 

SE TENS ESPERANÇA NA HUMANIDADE

 

"MORRE JOVEM O QUE OS DEUSES AMAM"

 "MORRE JOVEM O QUE OS DEUSES AMAM" A morte prematura do poeta Mário de Sá-Carneiro inspirou Fernando Pessoa a escrever um dos mais belos texto sobre a sensação de perder um ente querido em plena juventude. Meu irmão caçula, o mais belo e o mais frágil, de nossos irmãos também nos deixou em plena juventude.  Todo segundo dia de cada mês o coração não deixa esquecer seus olhos de um céu sereno (como se ele apenas estivesse viajando e ainda fosse possível retornar para casa).  Todo segundo dia de cada mês recordamos que ele está muito presente: seja na fila da padaria, seja na rua, quando nos deparamos com alguém muito parecido com ele, seja em nossa recordação do dia a dia.  Meu pequeno irmão, nunca esqueceremos de você. Como eu gostaria de lhe dizer pessoalmente: volte logo dessa viagem e me dê um abraço. Como eu gostaria de terminar aquela partida de xadrez, aquela que você levava pequena (e crucial) vantagem. Como eu gostaria de lhe recitar, pessoalmente, aquele po...

DE ONDE VEM O PENSAMENTO?

As imagens a seguir são da palestra e logo em seguida o texto que serve de base. É a pergunta que pretendo responder. Se o universo é mental, pensar é a prova dessa causa. Se o primeiro e principal princípio é mental tudo o que é da mente é primordial. Fomos criados pelo universo-mental, um todo feito da divina e exuberante substância-anímica de existir, hierarquizar, conhecer, entender, pensar. O universo é mental e é grande, gigantesco como o próprio alcance do nosso pensamento. E essa infinitude teria uma mente divina como medida. Somos unidos pelo mentalismo - a fonte - o Todo. Estamos integrados a essa mente divina quando idealizamos algo e realizamos primeiro na mente e depois na realidade. Ideias são a nossa conexão com esse Todo divino e mental. Platão o chamou de idealismo; Hegel de espírito. Vamos começar com a ordem de criação de algo fundamental ao pensamento: o desenho do som inteligível e ordenado, as letras, essas mesmas que unidas formam sílabas e palavras que também sã...

30 ANOS

 

ERA UM VISIONÁRIO

Ele fez uma boneca falar, um sabugo de milho um sábio, um par de crianças aventureiras e sempre curiosas e fez de uma senhora, uma dona Benta, uma professora, e o Sítio do Pica Pau Amarelo um modelo de escola para o Brasil.  Era um visionário.  Montou uma editora e vendia livros até em supermercados; investiu na Revista do Brasil na qual escrevia o paraense Inglês de Sousa que haveria de cunhar o termo "Modernismo" à arte do seu sobrinho Oswald de Andrade; escreveu um romance no qual previa um presidente negro nos EUA (só errou a data, mas isso é querer demais...) Seu nome: Monteiro Lobato. 18.04.2026

À PONTA DO POEMA

À ponta do poema está a letra, a caneta, o teu nome esparso, cheio de curvas e entrelinhas. À ponta do poema está a memória derramada entre o copo e a taça, o rubro vinho que me demora o fado, o grão-pará recordo e a lusa história. À ponta do poema lanço o dado de Mallarmé e a sorte que não pode abolir o azar. À ponta do poema qualquer reinício bárbaro entre a vida e a morte: o beijo na morna xícara ou o último lúme do cigarro. À ponta do poema a lua que na janela jaz fria e luminosa como um mármore do meu e teu antepassados. À ponta do poema o rio que atravesso, o Mondego, como uma avenida abraçando águas e gentes. À ponta do poema as folhas espalhadas pela tarde entre Aveiro, Matosinhos, Porto, Coimbra, Lisboa, Belém e um bairro do Marco. À ponta do poema o último laço da palavra que aprisiona e liberta a alada e casta, escorpiniana, sagitariana, virginiana e andarilha casa. Benilton L. Cruz, para a Lygia.  

A ORAÇÃO DO SAMURAI

  A ORAÇÃO DO SAMURAI Eu não tenho pais, faço do céu e da terra os meus pais. Eu não tenho casa, faço do mundo a minha casa. Eu não tenho poder divino, faço da honestidade o meu poder divino. Eu não tenho meios, faço da disciplina a minha pretensão. Eu não tenho poderes mágicos, faço da personalidade o meu poder mágico. Eu não tenho vida ou morte, faço das duas uma, tenho vida e tenho morte. Eu não tenho visão, faço da luz do trovão a minha visão. Eu não tenho audição, faço da sensibilidade os meus ouvidos. Eu não tenho língua, faço da prontidão a minha língua. Eu não tenho leis, faço da auto-defesa a minha lei. Eu não tenho estratégia, faço do direito de matar e do direito de salvar vidas a minha estratégia. Eu não tenho projetos, faço do apego às oportunidades os meus projetos. Eu não tenho princípios, faço da adaptação a todas as circunstâncias o meu princípio. Eu não tenho tácticas, faço da escassez e da abundância a minha táctica. Eu não tenho talentos, faço da imaginação o me...

LADRÃO DE FOGO

 "LADRÃO DE FOGO “Quisera ser a noite para te amar no escuro Quisera ser teu primo para te amar desde a infância” (Confesso que roubei estes versos de Apollinaire) e que você me deixa atordoado como uma criança. Benilton Cruz"  

A PELE DO MEU TAMBOR

A pele do meu tambor é branca e negra é  a pele do meu coração, Eu canto a alforria da alegria do nosso lugar! A pele do meu tambor é branca e negra é a pele do meu coração, Eu canto a alforria da alegria do nosso lugar! Eu canto ou é o meu tambor que canta?  Qual é a cor da pele de seu cantor? Qual é a cor da pele do meu tambor? Eu canto a alforria da alegria do nosso lugar. Meu coração bate nessa pele Meu coração bate nesse tambor. Deixa o tambor do coração minar O canto no coração de todos os cantos. Os cantos dos tambores de todo lugar. Benilton Cruz Ponto-Poema

POEMAS E IA

 “Quisera ser a noite para te amar no escuro Quisera ser teu primo para te amar desde a infância” (Confesso que roubei estes versos de Apollinaire) e que você me deixa atordoado como uma criança. Benilton Cruz GUARDA TEU CORAÇÃO                                                                        O tempo vai vencer, Lidia, E onde estarás quando escurecer? Não haverá mais força para o canto E à terra se inclinará a rosa. Deponho o Louro, Lidia. Se de que adianta ter a glória, Mas não o Amor do teu alvo colo,  Onde mais feliz vivo Que o rei da Pérsia.  Benilton Cruz SER OU NÃO SER Qual é tua língua? Qual o teu idioma? Falamos a mesma coisa? no trabalho? na rua? No lar e na cama? É a Tua e a Minha: a estranha e caseira Poesia? A CORUJA DE APOLO A ROMÃ É O CORAÇÃO DE DEUS UMA DAS RAZÕES A CORUJA D...