Pouca gente sabe, mas
as delegacias também são lugares para interagir cultura e arte, contação de
história, vivências, ideias, e muita integração entre as pessoas com um
objetivo em comum: falar de poesia.
Foi realizado nesta
quinta-feira dia 23 de outubro, às 9 horas, no auditório da Seccional do Guamá,
a segunda edição do projeto Café Poético, idealizado por dois agentes públicos
da lei, colegas de profissão, Marcio Cavalcante e Genésio Gomes, integrantes da
Antologia Poética Versos Para a Liberdade, livro lançado pela editora Paka
Tatu, em Belém do Pará, em 2023 e que teve uma resenha de minha autoria
divulgada no meu blog Amazônia do Ben.
O projeto visa
divulgar a obra literária desses agentes da Lei e que também são escritores e
poetas. E não apenas isso, o projeto convida a interação com outros escritores
e poetas convidados e artistas das comunidades próximas onde se realiza cada
sessão do projeto.
O Café Poético
promove uma agenda de encontros para falar e ouvir poesia, arte, relatos,
causos e outras expressões artísticas da palavra, e desta vez foi na Seccional
do Guamá, localizada na Avenida perimetral, 481, em Belém, próximo à ponte
sobre o Tucunduba.
E o detalhe importante
é que o evento é no próprio ambiente de trabalho desses profissionais,
desmistificando assim o perfil de dureza desses lugares e dessas pessoas, que
na verdade “são seres humanos que muitas vezes se sensibilizam ao extremo
diante dos problemas enfrentados no dia a dia de uma gente da lei”, diz um de
seus idealizadores do projeto, o delegado e poeta Marcio Cavalcante.
Assim divulgo na
minha coluna esta proposta que acredita na arte como um excepcional veículo de
humanidade e esperança àqueles que apostam na literatura como exemplar base de
formação do ser humano.
Participei como
convidado e fiz questão de enfatizar que é um projeto maravilhoso em um
auditório muito aprazível. E em nome da Academia Paraense de Letras, da
Academia Maçônica de Letras do Estado do Pará e da Universidade Federal Rural
da Amazônia agradeci o convite e falei dos meus livros Moços & Poetas,
Antologia Poética Abaetetuba, recitei trechos e comentei passagens da Antologia
Versos Para a Liberdade que eu recomendo muito.
E realmente, só
tenho a parabenizar a iniciativa e que venham mais Cafés Poéticos.
Deixo registrado as
palavras do delegado e poeta Marcio Cavalcante:
“Hoje tivemos a
satisfação de presenciar um momento de rara beleza cultural: o Café Poético
realizado no auditório da 11ª Seccional Urbana do Guamá. Evento idealizado e
promovido pelos valorosos servidores policiais Investigador Genésio Gomes e
Delegado Márcio Cavalcante, que, juntamente com outros colegas escritores e
poetas da Polícia Civil, aproximaram a instituição da comunidade por meio da
arte literária — mostrando que a poesia é instrumento de expressão, emoção e
humanização, capaz de desmistificar a imagem de insensibilidade frequentemente
associada ao trabalho policial.
Este projeto, que
começou em 2021 na UIPP da Terra-Firme com o primeiro café poético da Polícia
Civil do Pará, cresceu e consolidou-se ao reunir servidores poetas que, em
2022, lançaram a antologia “Versos para a Liberdade” pela Editora Paka-Tatu.
Hoje, essa iniciativa voltou a encantar o público com declamações que tocaram o
coração dos presentes e elevaram as letras a instantes de verdadeira comunhão.
O público presente
contou com a ilustre participação de lideranças comunitárias do Guamá, entre
elas Sr. Raimundo Miranda — reconhecido coordenador de ações sociais e diretor
da rádio comunitária Transjovem —, e com a presença honrosa do Professor Dr. Benilton
Cruz (Doutor em Literatura, Escritor, Poeta, membro da Academia Paraense de
Letras e da Academia Maçônica de Letras do Pará), que abrilhantou a noite com
recitações de suas obras.
Também abrilhantaram
o evento com belas declamações os poetas Francisco Mendes (Presidente da
Academia Paraense de Literatura de Cordel) e Jaime Aruan (Presidente do
MotoClube Belém). Tivemos momentos de grande emoção com a apresentação do jovem
multi-talentoso Miguel Silva — portador do espectro autista — cuja performance
literária comoveu a todos; e com a jovem escritora Alexia Menezes, que encantou
a plateia ao apresentar seu livro “Narrativas Sombrias do Curió”, um dos mais
vendidos na última feira do livro.
Destacamos
igualmente a participação dos colegas policiais que também são poetas: Delegado
Sílvio Garcia, Delegado Lenoir e Investigador Benedito Cardoso, que, ao
declamarem seus versos, reforçaram que a arte floresce em qualquer ambiente,
inclusive no ambiente institucional.
Sobre os
idealizadores:
Genésio Gomes — Investigador de Polícia Civil, Professor e Escritor, autor de obras que mergulham em narrativas sobrenaturais e nas lendas amazônicas, como “Fantasmas de Delegacias de Polícia do Pará”, “A cobra grande e outras lendas” e “Assombroso Mundo de Tia Maria”.
Acrescento que Genésio conta com a performance da Matinta Pereira Sarita, e dia 31/10 é data dela: o Dia da Matinta, por lei.
Márcio Cavalcante —
Delegado de Polícia Civil e Diretor da Seccional do Guamá, Escritor e Poeta,
membro da Academia Maçônica de Letras do Pará, autor das antologias “Versos
para a Liberdade” e “Liversos”, além dos ensaios maçônicos “Estudos Maçônicos
II” e “Estudos Maçônicos III”.
O Café Poético da
11ª Seccional foi, sem dúvida, um momento de sublimação das letras — um
reconhecimento de que a poesia aproxima, emociona e humaniza. Agradecemos a
todos os que prestigiaram, declamaram e colaboraram para que esta manhã se
tornasse inesquecível. Que essa iniciativa siga florescendo e fortalecendo os
laços entre a Polícia Civil e a comunidade.”
Longa vida à poesia.
Longa vida à cultura.
— Organização do
Café Poético / 11ª Seccional Urbana do Guamá”
Finalizo aqui o belo
resumo feito pelo delegado e poeta Marcio Cavalcante e o investigador da
Polícia Civil e escritor Genésio Gomes.
E eu, por minha vez,
complemento: LONGA VIDA AO CAFÉ POÉTICO!
Belém, PA, 24 de
outubro de 2025
Subscreve
Benilton Cruz














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