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ROSANGELA AGUIAR: UM NOME IMORTALIZADO NO JORNALISMO





Um nome sinônimo de competência e desafio, duas palavras que na verdade se resumem uma história de superação, uma síntese de graça e determinação se encontram em uma assinatura.

 

Rosângela Aguiar.

 

Ela vai assumir a cadeira 34, patronímica de Thomaz Nunes, na Academia Paraense de Jornalismo - a APJ - dia 21 de outubro, Sessão Magna de Posse, marcada para acontecer no histórico casarão Barão de Guajará, sede da Academia Paraense de Letras.

 

Rosângela Aguiar foi escolhida com mais sete jornalistas paraenses de renomes a compor o quadro de imortais da Academia Paraense de Jornalismo, , atualmente sob a presidência de Octávio Pessôa, em 09 de junho de 2025, coincidentemente no mês dos comunicativos germinianos.

 

Geminiana (seria redundância falar que ela é comunicóloga), multifacetada (talvez seria realista e não menos geminianamente aceitável retratá-la), cuja essência de se expressar se desdobra em diversas agilidades como mãe amorosa, esposa dedicada, jornalista perspicaz, escritora ceciliameireslesmente falando: inspirada, produtora criativa, fotógrafa sensível, fotojornalista visionária, relações públicas e marketóloga competente a ponto de eleger quem ela realmente se deixa conduzir, e roteirista pontual e objetivamente inovadora.

 

Com uma trajetória marcada pela paixão e compromisso com a verdade, Rosângela Aguiar se destaca não apenas por sua competência profissional, mas também por sua capacidade de inspirar e motivar aqueles que estão ao seu redor. 

 

Sua eleição e agora posse na Academia Paraense de Jornalismo é um reconhecimento merecido de seu talento e dedicação à arte de informar sem se deixar contaminar por ideologias ou direcionamentos políticos.

 

Como uma estrela que brilha no firmamento do reino mais puro das palavras, Rosângela Aguiar ilumina, assim, o caminho às futuras gerações de pessoas que ainda acreditam no jornalismo ou no mundo comunicacional, uma vez que a perseverança, a criatividade e a ética são fundamentais ao sucesso de qualquer profissional. 

 

Sua presença na Academia Paraense de Jornalismo é um testemunho de que a mulher paraense é capaz de conquistar espaços e romper barreiras, contribuindo significativamente para o desenvolvimento cultural e social de nossa região.

 

A Academia Paraense de Jornalismo se fortalece com a história e a memória da menina que saiu de Mojuí dos Campos, da tapajônica Santarém, para conquistar seu espaço, na guajarina Belém do Pará, lugar onde ela enfrenta e supera machismos e a subserviência cultural por ser simplesmente mulher.

 

E seu talento supera qualquer dificuldade e sua liderança abre caminho às pessoas que querem crescer. 

 

Seu compromisso é com a qualidade, fundamento de sua existência. E ela só se realiza quando transforma, modifica, aperfeiçoa, encaminha à nova direção as pessoas que a escutam. 

 

Ela só quer valorizar o que há de melhor em cada pessoa e destacar o ser humano que há em quem a ouve, por isso diz sempre que a sua missão é transformar e fazer brilhar o melhor que há no Outro.

 

Esse Outro é o perfectível trabalho do reconhecimento da alteridade humana como fonte de riqueza e de  encontro consigo mesmo - afinal é o Outro que nos faz ver o que também somos e trazemos de melhor.

 

Ela é guia, missionária da verdade. 

 

Perguntei a ela o que é ser jornalista? e ela responde de lapada: - É dizer a verdade!, a resposta só me fez lembrar de Gabriel Garcia Marques quando perguntado sobre o que é crônica? - o escritor colombiano também de imediato respondeu - É escrever a verdade! 

 

Parabéns, Rosângela Aguiar, por esta conquista merecida porque é o universo que está lhe retribuindo o que você plantou.

Sua trajetória inspira o Raphael e a mim mesmo. 

Nunca a vi vaidosa, sempre a vi elegante, com uma inteligência clara e à frente de seu tempo. 

Só faço um alerta: quem apostar com ela vai perder.

Ela tem um conhecimento intuitivo que decifra qualquer enigma e tem algo que lembra uma estranha combinação de criptojudaísmo e raízes celta, fortemente abraçados ao culto redentorista em nossa senhora.

(Às vezes, em algum momento de êxtase espiritual - tantas vezes vi isso - ela cantando em aramaico ou hebraico antigo, ou em algum idioma que a minha germânica apetência filológica não consegue definir).

Sim, ela tem um lado indecifrável.

E eu digo: a mulher sábia encanta pela sua sabedoria inata.

 

Desculpem-me pela sinceridade e pelo tom confidencial e até íntimo - às vezes, ela é um verdadeiro exército, capaz de - sozinha - derrotar legiões de potestades combalidas pelo mal, adoecidas pelo submundo das vaidades e do lucro fácil.

 

Todavia, sua vida é um livro aberto àqueles que acreditam no poder transformador do jornalismo, em especial, no âmbito da sempre rica, carente e poeticamente mágica Amazônia.

 

Escreve esta singela homenagem quem a conhece desde a época que ela e eu fazíamos Letras e Artes na Universidade Federal do Pará, alunos de Paulo Chaves, Amarílis Tupiassu, Socorro Simões, João de Jesus Paes Loureiro, Bassu, Le Bian (que ao fumar seu cigarro em sala de aula - dizia: deixa eu "ti-ti-car" - referindo-se ao verbo "pensar" no neologismo do franco-brasileiro professor de Estética, a filosofia da arte).

 

Assim era chamado o curso de licenciatura da Universidade Federal do Pará em 1987-1988...1991.

 

E depois a encontrei redigindo reportagens para O Liberal, o jornal que funcionava na Rua Gaspar Viana.

 

Caramba, por onde eu ia, ela sempre estava. 

 

Ela jornalista e eu colunista na Fundação Rômulo Maiorana. Escrevia eu em um desktop sobre arte plásticas e as novas tendências observadas no Arte Pará, importante salão no cenário estético amazônico e brasileiro.

 

E nós falávamos sobre a vida, a arte de escrever e de fazer jornalismo.

 

Tem mais coisas que quero dizer e em especial que você, Rosângela Aguiar é, acima de tudo, um exemplo para mim.

 

Em tempo, quero também parabenizar os novos acadêmicos da APJ, por ordem das novas cadeiras ocupadas: Sula Maciel, cadeira 2, patrono Porfírio da Rocha; Edna Lima, cadeira 3, patrono Ivan Maranhão; Rodolfo Marques, cadeira 5, patrono Roberto Jares Martins; Ana Prado, cadeira 6, patrono Eládio Malato; Isa Arnour, cadeira 9, patrono Carlos Augusto Mendonça; Ivana Oliveira, cadeira 8, patrono Antônio Tavernard e Gabriela Florenzano, cadeira 36 do patrono Edgard Proença. 

Benilton Cruz

Membro da Academia Maçônica de Letras do Estado do Pará, AMALEP, cadeira n° 11, patrono Mário de Andrade; correspondente da Academia Internacional dos Maçons Imortais (AIMI), professor da UFRA, e fã de Rosângela Aguiar.


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