Pular para o conteúdo principal

ENTRE O LIBERALISMO E O CONSERVADORISMO: A ADESÃO DO PARÁ À INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

 Aos paraenses exilados entre o liberalismo e o conservadorismo.


Pessoal: hoje é feriado estadual no Pará, Dia da Adesão à Independência! E por que isso é importante para nós brasileiros: sem a Adesão paraense, a Amazônia não seria brasileira, sem a Adesão o Brasil seria metade!  E poucos historiadores falam disso. Por que fomos a última província a aderir? Porque há uma história de um Brasil dividido em dois por detrás disso tudo, principalmente à época de D. Sebastião. 

Aqui ao norte era o gigantesco Grão-Pará, com sede em Belém, que já havia abrangido desde o Ceará, o Maranhão e chegava ao Peru. O "estado do Brasil" mesmo era da Bahia para baixo. E em janeiro de 1823, o Grão-Pará aderia ao movimento Liberal do Porto, em Portugal, devido a vários fatores como o comércio, a posição geográfica, e ao "status" de Belém como cidade liberal como a imponente cidade produtora de vinho ao norte de Portugal, - assim o "Pará" da época não reconhecia o conservador D. Pedro I. 

Com o fracasso da Revolução Liberal no Porto, o Pará resolvia então aderir em 15 de agosto. Tem outros fatores, mas o fracasso liberal lá em Portugal curiosamente ajudou a acender uma postura mais conciliadora aqui, o que ajudou na Adesão à Independência, portanto, a todos esses fatores históricos nos impulsionaram a configurar a imensa unidade nacional dos dias de hoje. 

Ou seja, não temos espírito divisionista em nosso passado. Temos uma identidade de união e de integração. Sem a Adesão paraense, talvez seríamos uma parcela territorial marginalizada da europa como eles, principalmente a França nos quer agora!


Viva a nossa unidade! Viva a nossa história!


Prof. Dr. Benilton L Cruz




Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

AO CORAÇÃO DO MAESTRO (PEQUENA CRÔNICA PÓETICA)

O coração do poeta encontrou o coração do maestro em outubro de 2023 e desde então conversavam como se fossem dois parentes que fizeram uma longa viagem a rumos diferentes e que se reencontravam de repente. O coração do maestro ensinava; o coração do poeta ouvia. Quem ensina é o coração; quem aprende é também o coração. Dois irmãos. - Um coração para duas mentes diferentes. O coração do maestro regia as histórias, as lendas, os mitos, a ópera, a música; o coração do poeta dizia: sonho com o verso, o certeiro acorde, do maestro como ópera e como canção, como rima, como melodia, como ode. E alegria. Era muita cultura, para muito mais coração. Era quase todo dia, um projeto, uma ideia, uma música, um hino, o coração do poeta escrevia: "Homens livres e de bons costumes/ irmãos do espírito das letras/ levantai a cantar a Glória do Arquiteto Criador/ Homens Livres e de bons costumes/ Irmãos do espírito das Letras/ Aprumai a voz ao coração/ que a pena é mais forte que o canhão/ Às Letras...

QUEM FOI DE CAMPOS RIBEIRO?

     DE CAMPOS RIBEIRO   JOSÉ SAMPAIO DE CAMPOS RIBEIRO, filho de Antônio Campos Ribeiro e Theodora Sampaio Ribeiro, nasceu em São Luís, MA, em 28 de janeiro de 1901, vindo morar em Belém aos quatro anos de idade.  Aos dezessete, abraçou a carreira de jornalista, atuando nos jornais “A Província do Pará”, “Folha do Norte” (Redator), “Correio do Pará”, “O Estado do Pará” (Redator-Chefe), “O Liberal”, até o ano de 1968, quando após sofrer um infarto, aposentou-se. Foi casado com a Sra. Lygia Amazonas de Campos Ribeiro, com quem teve oito filhos. Em 4 de maio de 1937, foi empossado como Titular da Cadeira nº 37 da Academia Paraense de Letras, da qual foi presidente nos períodos de 1951-1952 e 1967-1970. Pertenceu, como Membro Correspondente, da Academia de Letras do Amazonas, da Academia Acreana de Letras e da Academia Maranhense de Letras, não chegando a tomar posse. “O Velho”, como era chamado no meio literário, foi poeta, contista, cronista, memorialista e...

CRÔNICA DE UMA POSSE: MÁRCIA DUAILIBE FORTE NA ACADEMIA PARAENSE DE LETRAS

A Academia Paraense Letras realizou nesta sexta-feira, dia 19 de setembro, a posse de sua mais nova imortal, a escritora Marcia Duailibe Forte, assumindo a cadeira 13, cujo último ocupante foi Raymundo Mario Sobral. Causava certo espanto aos visitantes que estacionavam seus carros no entorno da Academia, ao ver as obras na Praça da Bandeira por ocasião da COP 30, enormes estruturas metálicas visíveis de longe e os tapumes de latão contornando a Praça, enchendo de curiosidade aos transeuntes, o que seria isso? Quando falamos de posse, na verdade, temos em mente não apenas o ritual de entronização do novo imortal e sim também que se trata da recepção do novel pela própria Academia, sem esquecer da participação dos convidados. E foi assim que realmente aconteceu: interação pura de quem comandava a sessão com todos os presentes, como se estivéssemos tocados pela aura agregadora de todas as formas artísticas. E quem viu a sessão solene pela primeira vez como acadêmico empossado, como é o me...