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MINHA QUERIDA MÃE OLIVIA,



meu coração hoje se feriu da dor que é perder uma parte da sabedoria peruana, amorosamente amazônica, universalmente materna, infinitamente divina. Hoje descobri como estou longe de sua indefesa liderança, de sua luminosa maternidade, de sua amorosa humildade, de seus cantos de cura e de luz. Hoje descobri o quanto que estou longe de seu infinito amor, o quanto que nada pude fazer, o quanto que nada sou diante de seu peito de mãe shipiba, de mãe Icamiaba, solitária e guerreira. Hoje estou também ferido do aço da ganância, - ferido do obstinado egoísmo de quem lhe tirou a vida. Hoje também morri um pouco. E Hoje, só hoje, queria por um minuto no seu colo de grato acolhimento deitar e dormir. E só hoje sonhar com sua imensa sabedoria. 

Seu filho, Benilton Cruz, 


Belém, Pará, Brasil.

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