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Mostrando postagens de outubro, 2025

UM PROJETO INOVADOR E OUSADO: O CAFÉ POÉTICO

  Pouca gente sabe, mas as delegacias também são lugares para interagir cultura e arte, contação de história, vivências, ideias, e muita integração entre as pessoas com um objetivo em comum: falar de poesia.   Foi realizado nesta quinta-feira dia 23 de outubro, às 9 horas, no auditório da Seccional do Guamá, a segunda edição do projeto Café Poético, idealizado por dois agentes públicos da lei, colegas de profissão, Marcio Cavalcante e Genésio Gomes, integrantes da Antologia Poética Versos Para a Liberdade, livro lançado pela editora Paka Tatu, em Belém do Pará, em 2023 e que teve uma resenha de minha autoria divulgada no meu blog Amazônia do Ben.   O projeto visa divulgar a obra literária desses agentes da Lei e que também são escritores e poetas. E não apenas isso, o projeto convida a interação com outros escritores e poetas convidados e artistas das comunidades próximas onde se realiza cada sessão do projeto.   O Café Poético promove uma agenda de e...

“O PRINCÍPIO IMPÕE NOMES” (SÓCRATES).

  “O princípio impõe nomes” (Sócrates).   Palavras e expressões em grego, com caracteres latinos, tiradas do primeiro estudo linguístico realizado na Grécia:  Crátilo ou sobre a justeza dos nomes,  de Platão.   “Os nomes têm justeza e não exatidão” (Platão).   theia àle ,  Alêtheia  (verdade), movimento divino do ser; poréuesthai  (tudo o que impede ou dificulta a marcha); aporia  (dificuldade); apolouon  (purifica, limpa) ou  apolúon  (livra), Apolo; ho didous ton oinon  (o que dá vinho),  Didoínysos , Dioniso; theou noêsis  (inteligência de deus), Atena; Phagos hístor  (senhor da luz), Hefesto; árren  (masculino) +  andreios  (forte)  arrastos , Ares; eirein  (falar, fazer uso do discurso) -  Eiremes  - Hermes (o deus que inventou o discurso); eirein  – falar; eirein  – herói; “os heróis se nos apresentem como retóricos e f...

UM SONETO NA BERLINDA

  Um soneto de Antônio Tavernard: A BERLINDA Tu te lembras, meu bem, daquela noite linda, Em que nós dois, na infância descuidada, Brincávamos, rindo, em gargalhada, Nesse belo brinquedo de berlinda?! Pareço ouvir, perfeitamente, ainda, A voz da tua irmã, que fora sorteada, Perguntar, sorridente, à turma alvorotada, Por que motivo estavas na berlinda... −’’Porque é bonita!” − disse alguém ao lado −”É porque é boa e sem nenhum pecado!” −”porque ela é feia...” −eu disse brincalhão. Eu não sabia, então, doido menino, Que a tua berlinda, por força do destino, Seria dentro do meu coração!... (Antônio Tavernard, 1908-1936) É o mais moço dos poetas paraense, morreu à roda dos 27 anos, a fatídica idade dos artistas de gênio. Superou o tormento passado por conta da hanseníase através de uma poesia que não transborda essencialmente dor ou sofrimento - e sim uma arte poética ligada à juventude, à alegria de uma vida curta, porém intensamente vivida sob o vigor de uma poética moderna e plural....